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Mãe de Diego Hypólito conta que pediram para agredir o filho para “virar homem”

Geni Matias conversou com o portal LeoDias e abriu o jogo sobre o preconceito que o ex-ginasta, homossexual assumido, sofreu ao longo da vida e a rejeição de marcas e patrocinadores

Para além das quedas nos aparelhos, Diego Hypólito, o ex-ginasta que orgulhou o Brasil com suas medalhas mundiais, enfrentou um desafio ainda mais cruel: a homofobia. Aos 37 anos, o ex-atleta expõe no “BBB25” (Globo) as feridas profundas emocionais causadas por anos de preconceito, enquanto sua mãe, Geni Matias Hypólito, do lado de fora, testemunha o peso desse silêncio. Em entrevista concedida ao portal LeoDias, em véspera de eliminação, a familiar do esportista abriu o coração e deu declarações inéditas.

“’Bate para ele virar homem’, era o que a gente ouvia. Desde cedo, o Diego enfrentou preconceito não só dos colegas, mas também de adultos, e isso o marcou profundamente. Ele escondia quem era, com medo de ser rejeitado no esporte que mais amava. O Diego, como homossexual, não podia ser quem realmente era; sentia medo, vergonha e enfrentava muito preconceito. Ele passou por muito sofrimento psicológico, viveu situações horríveis, e eu agradeço a Deus todos os dias por ter meu filho comigo. Ele poderia não estar aqui, e isso me dói só de pensar”, disparou Geni.

Veja as fotos

Diego Hypólito e Geni Matias – Foto: Reprodução/Instagram

Diego Hypólito - Foto: Reprodução/Globoplay

Diego Hypólito – Foto: Reprodução/Globoplay

Diego Hypólito - Foto: Reprodução/Globoplay

Diego Hypólito – Foto: Reprodução/Globoplay

Reprodução Globo

Reprodução Globo


Com a voz embargada, o irmão de Daniele Hypólito dividiu com os companheiros do confinamento um pedaço particular de sua história. A revelação de sua orientação sexual à família, um marco tão pessoal, que só aconteceu na vida adulta e com ajuda de um ex-companheiro para finalmente romper o silêncio: “Eu não casei com festa, só morei junto duas vezes. No meu primeiro relacionamento, eu era muito fechado. Só contei para minha mãe quando tinha 27 anos”.

Segundo a parente do esportista, portas se fecharam e negaram apoio por conta da orientação: “Marcas que antes o procuravam começaram a sumir. Como se a orientação sexual anulasse todas as medalhas que ele conquistou pelo país. Foi muito duro ver meu filho sendo julgado por ser ele mesmo. O Diego sempre representou o Brasil com honra, mas não teve o apoio que merecia quando mais precisou. Nós o acolhemos, sempre fomos uma família unida, mas só nós sabemos o que passamos. Poderíamos não ter ele mais conosco, e isso me assusta”. O brother enfrenta a permanência na casa mais vigiada da televisão contra a atriz Vitória Strada e a bailarina Renata Saldanha. O resultado será anunciado nesta quinta-feira (17/4), ao vivo, sob o comando de Tadeu Schmidt.

 

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