• Home
  • Educação
  • Especialistas avaliam proibição dos cursos de Direito a distância

Especialistas avaliam proibição dos cursos de Direito a distância

O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu novas regras para o ensino a distância no Brasil. O decreto, publicado nesta terça-feira (20), determina que o curso de Direito continue tendo aulas 100% presenciais.

Em entrevista à CNN, Thiago Bottino, coordenador do curso de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio), lembra que já era proibido que o curso fosse ofertado a distância. A decisão do MEC, portanto, mantém essa continuidade.

Na visão de Bottino, a proibição é positiva. O docente destaca que o curso não trabalha apenas o conteúdo, mas também o desenvolvimento de habilidades como oratória, argumentação e a capacidade do estudante em raciocinar rapidamente.

“Quando os alunos vão à sala de aula, o local se torna um espaço de debate. Não é que no online nada disso possa ser feito, mas é diferente. No online, as pessoas participam menos, ficam com a câmera fechada. Tudo isso resulta em um aproveitamento menor”, afirmou.

Já o coordenador do curso de Direito na Universidade Estadual Paulista (Unesp) Paulo Cesar Correa Borges avalia que a proibição valoriza a formação dos estudantes. “O curso de Direito envolve, além do ensino, a pesquisa e a extensão universitária [presenciais], trazendo a vinculação da universidade com a comunidade”, afirmou.

O docente ressalta que a interação entre colegas e professores é um dos fatores importantes na formação do estudante, propiciando um espaço de debates e discussões. “As atividades práticas, como os julgamentos simulados, são melhor aproveitadas no ambiente presencial”, apontou.

O coordenador do curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Marcos de Lima Porta também avaliou como positiva a continuidade da oferta 100% presencial. O professor reforçou o desenvolvimento de habilidades consideradas essenciais para a profissão.

“Nós temos atividades em sala de aula em que o aluno é desafiado a desenvolver a oratória, se comunicar com os colegas. Isso no curso presencial é mais efetivo. No Direito, também temos a argumentação. A realizada dentro da sala de aula é diferente da feita na tela do computador“, explicou.

Conforme noticiado pela CNN, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) comemorou a continuidade da proibição. Em nota, a entidade destacou que “a luta da OAB pela qualidade do ensino jurídico é histórica. Por isso, comemora a cautela do MEC com a modalidade a distância, que significaria, neste momento e da forma como está, um retrocesso”.

Além de Direito, os cursos de Medicina, Enfermagem, PsicologiaOdontologia deverão ter aulas 100% presenciais.

Veja os cursos de Medicina que tiveram nota máxima em avaliação do MEC

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Vendaval ainda causa danos a moradores do Rio de Janeiro

Cerca de 320 mil clientes da Light, fornecedora de energia para a capital do Rio…

Saiba como pedir ressarcimento por prejuízos com a falta de energia

Consumidores que tiveram danos em equipamentos causados pela falta de energia provocada pelos fortes ventos dessa…

Lei destina parte do dinheiro de bets para fundo da Polícia Federal

Lei sancionada nesta quinta-feira (30) destina parte da arrecadação de apostas de quota fixa, popularmente…