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Ouro fecha em queda com realização de lucros e alívio nas tensões

Os preços do ouro recuaram pela segunda sessão consecutiva, pressionados por realizações de lucro e sinais de alívio nas tensões comerciais globais.

O metal chegou a tocar a mínima de US$ 3.275,6 por onça-troy na manhã desta quarta-feira (30) mas reduziu as perdas após dados mostrarem que a economia dos Estados Unidos encolheu pela primeira vez em três anos.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do ouro para entrega em junho fechou em queda de 0,43%, a US$ 3.319,1 por onça-troy.

No mês, o metal teve valorização de 5,18%.

A trégua parcial nas disputas comerciais e o otimismo geopolítico reduziram a busca por ativos de proteção.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para aliviar tarifas sobre alguns produtos importados e sinalizou avanços nas negociações com parceiros estratégicos.

Segundo analistas da SP Angel, a menor tensão comercial e a esperança de um acordo entre Rússia e Ucrânia diminuem a demanda por ouro como ativo de segurança.

Segundo eles, os fundos de índice (ETFs) registram saídas líquidas, o que reforça o cenário de realização de lucros.

Ainda assim, a demanda por ativos defensivos persiste em algumas regiões. “Investidores chineses continuam comprando ouro em meio à crise imobiliária e à fraqueza do yuan”, destaca o relatório.

No cenário macroeconômico, o PIB dos EUA no 1º trimestre surpreendeu negativamente com uma queda de 0,3%, frente à expectativa de alta de 0,1%, indicando desaceleração em relação ao crescimento do 4º trimestre de 2024.

O número será crucial para a próxima decisão de juros do Federal Reserve, marcada para 7 de maio.

Trump também voltou a criticar o presidente do Fed, Jerome Powell, dizendo “saber mais sobre juros” e que o dirigente do BC americano “não está fazendo um bom trabalho”.

Para Christopher Lewis, da FXEmpire, a desaceleração da economia dos EUA e o risco de recessão continuam a sustentar a narrativa favorável ao ouro, em meio à fragilidade do dólar e tensões geopolíticas globais.

“Com os dados fracos do PIB, o ouro ganhou fôlego. O mercado ainda trata quedas como oportunidades de compra”. O JP Morgan tem a projeção de que o metal dourado alcance US$ 4.000 até o segundo trimestre de 2026.

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